Página inicial
|A Vacina e a Teoria microbiana|O Futebol e suas regras|O Cinema e os seus pioneiros|História do Skate|
|O Basquete e suas regras|Origens do Circo|O Surfe no Brasil|Futebo de salão|
História do Circo    Página Inicial | Guestbook

 

¥Fonte: http://www.ahistoriadocirco.hpg.com.br

 

Origem remota e incerta..

Imprecisos, os antecedentes históricos do circo estão cercados de lendas e versões desencontradas. Roberto Ruiz, em seu livro "Hoje tem espetáculo?", levanta uma hipótese curiosa: o remoto ancestral do artista de circo deve ter sido aquele troglodita que, num dia de caça surpreendentemente farta, entrou na caverna dando pulos de alegria e despertando, com suas caretas, o riso dos seus companheiros de dificuldades. Ele representava o palhaço, figura indispensável do Circo, considerado a alma da atividade circense.

01. O surgimento do Pai-Hsi na China

Na Era do imperador Wu, da dinastia Han (220-206 Ac.), um torneio de treinamento de combate chamado Pai-Hsi (os cem espetáculos) juntou tantas apresentações acrobáticas surpreendentes que o imperador decidiu que, a partir dali, todos os anos, seriam realizados espetáculos do gênero durante o Festival da Primeira Lua. De ano a ano, os programas foram enriquecidos com novos números: equilíbrio sobre a corda bamba, sobre as mãos e sobre a percha. Jogo de pelota (futebol), Dança da espada, Magia, Tragar espadas, Engolir fogo. e inúmeras outras ainda hoje apresentadas em circos.

02. O Circo máximo de Roma

As práticas gregas tomaram impulso no Império Romano. No ano 70 a.C., em Pompéia, já havia um enorme anfiteatro destinado a exibições de habilidades incomuns, mais tarde classificadas como circenses.

Depois, veio o Circo Máximo de Roma, o que foi pelos ares num incêndio pavoroso, causando um grande desgosto. Em 40 a.C. foi reconstruído por ordem de Júlio César, que o transformou num monumento espetacular, o Coliseu de Roma, palco de muitas excentricidades. como domadores de animais exóticos, engolidores de fogo, gladiadores, etc. 0 Império Romano entrava no primado do Pão e Circo.

Com a ascenção de Nero (imperador de Roma de 54 a 68 d.C.), as arenas passam a ser ocupadas por espetáculos sangrentos, com a perseguição aos cristãos, que eram atirados às feras. Os atores de circo ficam em segundo plano, e acabam apresentando-se em praças e outros locais abertos, como entradas de igrejas e feiras (principalmente).

No séc.XVIII, grupos de saltimbancos percorreram a Europa inteira. Já nessa época eram freqüentes as exibições de destreza a cavalo, combates simulados e provas de equitação. Verdadeiras companhias, especializadas em provas eqüestres, começaram a se desenvolver na Inglaterra, França e Espanha.

A invenção do Circo Moderno

O circo, como nós o conhecemos - um picadeiro, lonas, mastros, trapézios, desfiles, animais exóticos e suas jaulas, " isso para não citar a pipoca e o algodão doce " - cita Roberto Ruiz em seu livro, é a forma moderna de remotos entretenimentos de diversos povos e culturas.

Mas o circo como espetáculo pago, com picadeiro onde se apresentam números de equilíbrio a cavalo e habilidades diversas, é muito recente. Foi criado pelo suboficial inglês e perito cavaleiro Philip Astley (1742- 1814), em 1770 (aprox.). Ele deu a estrutura que o circo tem até hoje. Montou-a em um ano, ao organizar um espetáculo eqüestre ao qual juntou saltimbancos, funâmbulos, saltadores, palhaços, entre outros números.

Philip Astley teve um saque de gênio: ao perceber que é mais fácil manter-se de pé sobre um cavalo, a galope, dentro de um círculo perfeito. Questão de lei física: a força centrifuga. Antes dele, um picador alemão chamado Beates tentou conjugar a tradição dos espetáculos romanos com as provas hípicas. Ele construiu um circo de madeira em Paris que, na segunda metade do século XVIII, chegou a ser quase suntuoso. Foi nele que Philip Astley se inspirou. Ampliou as idéias de Beates e instalou em Londres o Astley's Royal Amphitheatre of Arts, um sucesso retumbante.

0 que fez o charme do circo naquele momento foi o fato de a equitação ser um esporte nobre, numa época em que os direitos de nobreza eram rígidos. Só os nobres e militares tinham acesso a equitação, as altas escolas de equitação. A burguesia tinha seus cavalos mas não tinha como aprender equitação. Quando o Astley criou um espaço público para dar aulas de equitação e fazer demonstrações ele tinha mesmo que fazer sucesso, pois seu público ia ser a burguesia, com poder aquisitivo, alem do público da feira. A feira não permitia fazer uma exibição tão bonita e organizada, pois era muito bagunçada. Porém ela foi o lugar onde a arte circense permaneceu, de Roma a Philip Astley.

O Circo chega ao Brasil

Segundo Omar Eliott, diretora da Escola Nacional de Circo, do Rio de Janeiro, no Brasil, a fase de ouro foi no século XIX, quando os grandes circos estrangeiros vinham para cá de acordo com os ciclos econômicos, como o do café, o da borracha, o da cana-de-açúcar etc. Eles vinham de navio pelo litoral e depois iam ate o rio da Prata, a Buenos Aires. Estes circos eram assistidos até pelos imperadores.

Sabe-se também que no último quarto do século XVIII já existiam grupos circenses indo de cidade em cidade, em lombo de burros, fazendo de tudo um pouco em pequenos espetáculos em dia de festa.

Acredita-se que, com as constantes perseguições aos ciganos na Península Ibérica, muitos tenham chegado ao Brasil e entre suas atividades incluíam-se a doma de ursos, o ilusionismo e as exibições com cavalos, conforme relata a pesquisadora Alice Viveiros de Castro: Sempre houve ligação dos ciganos com o circo.

No Brasil, no Setecentos, há registros de padres reclamando dos ciganos, que usavam estruturas parecidas com as do circo de pau fincado. Eles vieram para cá expulsos da Europa, e eram domadores, exímios cavaleiros, tinham cavalos etc. Por isso, antes mesmo de Philip Astley ter um circo, já havia arte circense no Brasil, obviamente não como em um circo de hoje.

Os ciganos usavam tendas, que não sabemos exatamente como eram, mas existem essas referências, normalmente negativas. Naquele tempo, nas festas sacras, havia bagunça, bebedeira e exibições artísticas.

Os padres escreviam relatos pondo a culpa nos ciganos e nos artistas. Bom, havia de tudo, até teatro de fantoches. Eles viajavam de cidade em cidade e faziam o que chamasse mais a atenção no local, de acordo com o gosto da população. Isso o circo tem até hoje. Há números que não fazem sucesso numa cidade e são tirados do programa. Para substituí-los, ressuscitam números velhos ou mandam vir artistas com outros números.


Sites Recomendados:

AgLio e OLio (http://www.aglioeolio.hpg.com.br)
|Letras traduzidas dos Ramones|Efeito Placebo|Biografia de Airton Senna|Biografia de Spike Jonze|

Ditadores pelo Mundo (http://www.dictators.hpg.com.br)
|General Humberto Castelo Branco (Brasil)|Antônio de Oliveira Salazar (Portugal)|Adolf Hitler (Alemanha)|
|General Manuel Noriega (Panamá)|Halie Selassie (Etiópia)|General Augusto Pinochet (Chile)|



Topo da página


  Site elaborado por Claudio Pires - ICQ 175897296 - 30.05.03

  Página melhor visualizada em Internet Explorer 5.5 em 800x600pixels com 16 bits de cores.
  ©2003 - Todos os direitos reservados aos autores/donos das obras, personagens, letras, etc; contidos neste site.